Pequenas conversas

domingo, 1 de janeiro de 2017

Boralá, borandá!

Olá, tudo bem?!

Logo mais o primeiro dia, do primeiro mês, desse ano de 2017 se findará. E eu te pergunto: o que você fez desse dia para dar continuidade ou começar os teus projetos feitos há algum tempo atrás?
Se você respondeu nada de concreto, eu preciso te confessar: eu também não. Por mais que eu saiba que toda a responsabilidade por isso seja minha mesmo, eu também sei que caminhar sozinho é ruim demais. Hoje eu entendo que a solidão é cruel demais. Nem Deus faz algo novo sozinho, porque eu quereria fazer?
O mundo e todas as coisas que nele habita não foram criados sozinhos, quiçá em um único dia. Havia o Verbo dando a forma e o Espírito Santo sondando as águas para organizar toda a criação. E ambos agiam para atender as necessidades de Deus. Foram seis dias trabalhando e um descansando. Todos com o mesmo propósito, apesar de terem funções diferentes. Cada dia, cada um com a sua meta e objetivo. Todos trabalhando em unidade. Não tem como não se maravilhar com isso!
E é por causa disso que, nesse ano em especial, eu vim te pedir auxílio pelos próximos 364 dias. A motivação é simples: ser uma pessoa melhor no ano vindouro se comparado a esse daqui. “Melhor em quê?”, talvez você se pergunte. Eu respondo: em ser humano. Sozinho eu sei que eu não sou capaz, mas com a tua ajuda eu sei que poderei ir mais longe um pouco. De braços dados, a força se multiplica e um encoraja o outro.
Não posso negar que contei muito contigo no ano que passou. Que fui abusado e ousado algumas vezes. Que eu te irritei, aborreci e entristeci outras tantas. Fiz isso a mim mesmo também várias vezes, acredite. E ainda assim você não desistiu de mim. Obrigado. Isso me fez não desistir de mim, continuar lutando e seguir em frente. E assim poder te provocar risos, felicidades, alegrias e o compartilhar de bons momentos.
Aprendi com as lições boas e muito mais com as ruins. Algumas mudanças foram drásticas, outras paulatinas; algumas corretivas e muitas preventivas. Isso sem falar nos socorros divinos, no suor gasto, no desespero para conseguir dar um passo a mais. Meu muito obrigado. Você conseguiu me fazer uma pessoa melhor. Devo isso a você.
Por isso peço que fique comigo por mais esse ano. Acredito que podemos aprender muito mais nessa nova jornada que se inicia. Mas, também se sinta a vontade para partir, se sentir necessidade. De repente, a tua estrada não é mais paralela a minha e eu não tenho o direito de te atrasar em tua viagem. De qualquer forma, ficando ou indo, saibas que és especial pra mim e faz parte de quem eu sou.
Agora só me resta saber: topa começar a caminhar?


Feliz 2017 para nós (com tudo a que temos direito). Borandá.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

(Pequenas) Apresentações

Olá, você que lê esse blog! Tudo bem?

Seja bem vindo!



Antes de mais nada, obrigado por estar aqui. A tua visita é muito importante para mim. E a tua opinião também. A ideia é que haja interação, ainda que virtual, mas se não houver tudo bem, ninguém vai morrer. Este espaço também serve para que eu me desnude para mim mesmo. Portanto, se chegaste até aqui, por livre e espontânea vontade (ou não), peço que se sente em algum lugar e sinta-se em casa. Comente se puder, opine se quiser ou vá sem se despedir, se precisar. Aqui ninguém é obrigado a nada. Sim, é sério! Pode se sentir em casa, mas não deixe bagunça, por favor. Eu tenho um certo problema com desordem.


Sobre mim

Do mais eu acho que eu deveria me apresentar, mas acho isso tão cansativo... Há uma descrição minha no meu perfil aqui do blog. Apesar de ser antiga, ela nunca foi tão atual. Sou reticente até dizer chega. Boa parte da minha vida fui clichê: preto, pobre, puto, bissexual pra viado, crente, introvertido, tímido, bonzinho, de centro esquerda, pseudo feminista, inteligente, cdf (e eu me recuso explicar essa sigla)... Hoje eu já não sou algumas dessas coisas. O mundo mudou, a mentalidade global mudou, as classificações e os pré conceitos mudaram, eu mudei. O que eu sou agora? Não sei. Mesmo. Estou em obras, desforme. Por hora eu posso ser o que você quiser. Incoerente, inconsistente e contraditório são opções. Apesar de gostar de ouvir os outros não ligo de todo para o que todos falam, apesar de achar importante ouvi-los. Vai cansar a minha pouca beleza já cansada se eu o fizer. E se eu tiver que te agradar vou ter graves problemas comigo mesmo; e eu não estou afim. Já passei mais da metade da minha vida tentando agradar aos outros e me esquecendo de mim mesmo. Chega. (Até o próximo parágrafo pelo menos).


Sobre o blog

Mas, talvez, você se pergunte: porque um blog e não um vlog, que anda tão na moda? Porque eu não tenho o dom da oratória; nem o da escrita, como se pode observar, mas me sinto melhor escrevendo. Não me acho bonito, tampouco fotogênico e não sei me maquiar para aparecer bem na câmera. Portanto só me resta escrever. Sobre o quê? Sobre nada. Sobre qualquer coisa. Sobre tudo. Sobre o que me agrada, o que me desagrada, o que me move e o que me para. Com que frequência? Aquela que a contemplação permitir. Não sei escrever sem ter uma epifania e algumas horas. Eu sempre escrevo me editando. Leio-me e me releio a todo instante para ter certeza do que eu escrevi realmente transmite aquilo que eu estou pensando e querendo transmitir naquele momento. E quase sempre eu mudo tudo no final. Portanto, não vai ser raro terem textos incompletos aqui, parados no meio do caminho, como se fossem interrompidos. Normalmente eles serão. E sem a menor cerimônia. A ideia é eu me despir de mim para mim mesmo. Isso se faz em 15 segundos ou em 30 minutos, vai do contexto e do tesão. Então, se o teu lado voyer valer, aproveite a viagem e a vista.

Tem bebidas não alcoólicas no frigobar, caso tenha sede. É... eu não bebo nada alcoólico, desculpa. Pufes e colchão inflável, caso dê sono. E a liberdade para me corrigir, se necessitar. Erros existirão aos milhares. E a humildade para aceitar uma correção seja de sintaxe, léxica, de gramática, ortografia, de caráter e personalidade também. Estou procurando ser uma pessoa melhor a cada dia, mas dando um passo de cada vez.

Fique a vontade. A casa também é tua. Eu vou ali e já volto.

Abraço forte. E o prazer é meu.

M